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Helio Alonso Turismo
Agência de Turismo do Grupo Hélio Alonso

Ecoturismo


1. Ecoturismo 2. Ecoturismo no Brasil 3. Turismo de Aventura no
Brasil
4. Onde Praticar
5. Quem é Ecoturista 6. Profissionais do Ecoturismo 7. Cuidados que devemos ter 8. Impactos positivos e negativos


ECOTURISMO

O termo ecoturismo é recente, data da metade do séc XX, mas dos monges da era medieval e de viajantes naturalistas do séc XIX encontramos relatos sobre deslocamentos motivados por locais paradisíacos ou atrativos naturais exóticos. Encontramos neste comportamento o embrião do Ecoturismo.

Podemos então destacar os antecedentes do que hoje conhecemos como ecoturismo:

- caminhadas de longo curso, com a busca por novos conhecimentos e lugares; - expedições, como a procura pela fonte da eterna juventude, pelo “fim da terra”; - peregrinações por trilhas sagradas e áreas intocadas cultuadas por povos antigos.

Da Antigüidade aos meados do séc XX ficou clara a busca por um conhecimento cultural ou pelo interesse na natureza ou pelo interesse na sociedade.

A história do ecoturismo está ligada a uma noção de turismo ao ar livre. Mas ele é mais do que isso, antes de mais nada é um posicionamento ambiental de conservação do patrimônio natural e cultural, tanto nas áreas naturais com não naturais.

O ecoturismo é um segmento da atividade turística e, portanto, uma atividade humana.

MUDANÇAS A PARTIR DO ANO INTERNACIONAL DO ECOTURISMO

A OMT estabeleceu o ano de 2002 como o Ano Internacional do Ecoturismo. O objetivo foi chamar atenção dos governos e da comunidade internacional para as potencialidades que esse segmento do turismo possui e, ainda alertar sobre os impactos positivos e negativos no ambiente natural e cultural, onde existe este tipo de turismo.

A OMT fortalece assim a terminologia Ecoturismo, o que passou a gerar maior facilidade no controle de sua utilização comercial, na fiscalização e indicação legal.

No Brasil, a Embratur vem apresentando uma política de valorização desse segmento mediante publicações como as Diretrizes para uma política nacional de ecoturismo (1996) e, recentemente, com a criação dos Pólos de Ecoturismo (2000).

A terminologia ecoturismo – absorvida com o tempo pelo trade turístico – foi conceituada pela Embratur, em 1991, como:

“Turismo desenvolvido em localidades com potencial ecológico, de forma conservacionista, procurando conciliar a exploração turística com o meio ambiente, harmonizando as ações com a natureza, bem como oferecer aos turistas um contato íntimo com os recursos naturais e culturais da região, buscando a formação de uma consciência ecológica.”



ECOTURISMO NO BRASIL

O Brasil possui um patrimônio natural exótico atraindo uma demanda interna e externa. Destacamos a região central do País, as áreas do sertão, Amazônia e o Pantanal.

A procura por esses locais dotados de ecossistemas frágeis criou as Unidades de Conservação, as Ucs brasileiras, percebemos a partir da década de 1980 um aumento destas unidades com a formação de novos parques nacionais que constitui a principal oferta de atrativos para o ecoturista no País.

No final de 1999 a Embratur, com apoio da TAM e do IEB (Instituto Brasileiro de Ecoturismo) lançou o projeto “Pólos de Desenvolvimento do Ecoturismo no Brasil”. 26 Estados brasileiros foram visitados e foram identificados 87 pólos. Esse trabalho é considerado um importante avança nas políticas de turismo do Brasil, contribuindo enormemente para a valorização do segmento no País.

Para a Embratur (1994), a atividade ecoturística deve abranger como características conceituais:

- a dimensão do conhecimento da natureza; - a experiência educacional interpretativa; - a valorização das culturas tradicionais locais, e - a promoção do desenvolvimento sustentável.

No mercado internacional, as formas de comercialização do ecoturismo recebem diversas nomenclaturas diferentes. A confusão das nomenclaturas, misturando terminologias científicas e termos comerciais, inclui também a união entre o ecoturismo e os esportes.

Dois segmentos do turismo se vinculam ao ecoturismo para a prática de modalidades que englobam exercício físico: o Turismo Desportivo e o Turismo de Aventura.

Turismo de Aventura – Áreas naturais, rotas naturais e históricas; ex: excursões marítimas, acampamento, entre outras.
Turismo Desportivo – Áreas naturais, acidentes e elementos geográficos.Ex.: montanhismo, caça e pesca sustentáveis, etc.



TURISMO DE AVENTURA NO BRASIL

“Segmento do mercado turístico que promove a prática de atividades de aventura e esporte recreacional, em ambientes naturais e espaços urbanos ao ar livre, que envolvam emoções e riscos controlados, exigindo o uso de técnicas e equipamentos específicos, a adoção de procedimentos para garantir a segurança pessoal e de terceiros e o respeito ao patrimônio ambiental e sóciocultural.”

As principais modalidades do Turismo de Aventura conhecidas são:

Ar
Pára-quedismo
Asa-delta
Parapente
Balonismo
Ultraleve

Água
Caiaque
Surfe
Mergulho
Vela
Rafting
Windsurf
Body board

Terra
Caminhadas – trekking e hikking
Cavalgadas
Canionismo (rapel e tirolesa)
Montanhismo (escalada e caminhada)
Ciclismo
Mountais Bike
Arborismo
Motocross

Como se pode ver são muitas as modalidades esportivas que podem se aliar ao turismo. Dentre estas, as técnicas e modalidades esportivas mais praticadas por ecoturistas em Unidades de Conservação são: caminhadas e corridas, montanhismo e escalada, canionismo; rafting (rios e corredeiras); mountain bike e ciclismo.



ONDE PRATICAR

As áreas naturais existentes no Brasil são genericamente denominadas Unidades de Conservação. As Ucs podem ser públicas ou privadas.
- Ucs Públicas: Parques Nacionais, Áreas de Proteção Ambiental – APAS e Reservas Biológicas.
- Ucs Privadas: Reserva Particular do Patrimônio Natural, o dono não pode vender, ficando como herança de pai para filho – com o objetivo de conservar a diversidade biológica.



QUEM É O ECOTURISTA

Os ecoturistas são pessoas participantes:
- hoje as modalidades incluem grupos de todas as idades;
- o ecoturista possue espírito de aventura e é curioso;
- deseja adquirir novas experiências de vida;
- raramente são submetidos a desafios



PROFISSIONAIS DO ECOTURISMO

O profissional de campo é a chave para uma experiência ecoturística bem-sucedida. Ele deve ter conhecimentos de geografia, história, biologia, ecologia, botânica, entre outras ciências, além de primeiros socorros e cultura local, de cada uma das áreas que percorre.
Vários são os nomes dados aos profissionais do campo: guia de ecoturismo, condutor de áreas naturais, monitor de trilha, entre outros.

OBJETIVOS DO PROFISSIONAL DO TURISMO NO SEGMENTO ECOTURISMO
01. PROMOVER O ECOTURISMO
02. PRESERVAR O PATRIMÔNIO NATURAL (que é o atrativo turístico)
03. DESENVOLVER O EQUILÍBRIO ENTRE AMBOS.

QUEM SÃO ELES

O profissional de nível superior
O guia de ecoturismo
O instrutor



CUIDADOS QUE DEVEMOS TER

Sustentabilidade e segurança.

IMPACTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

Positivos

- gera emprego local;
- estimula rentáveis indústrias domésticas;
- diversifica a economia local;
- estimula o melhoramento dos serviços locais;
- incentiva o desenvolvimento de áreas marginais;
- melhora a compreensão e a comunicação entre diferentes culturas;
- proporciona financiamento a programas das áreas protegidas;
- motiva o desenvolvimento de infra-estrutura para o uso público de comunidades locais, assim como de visitantes;
- demonstra o valor das áreas naturais em nível de tomada de decisões e na comunidade.

Negativos

Quando mal planejado pode ser extremamente prejudicial a área visitada.

- estimula o comércio ilegal de animais e plantas;
- causa poluição ambiental (nas matas, nos rios, nos córregos, nas cachoeiras, etc);
- intensifica a procura por determinados atrativos, podendo gerar aumento descontrolado no número de visitantes e saturação do atrativo;
- gera estresse ambiental, derivado do aumento no número de visitantes;
- atrai empreendedores inescrupulosos, com finalidades de lucro rápido e pouco interesse pela conservação do ambiente.